A menina voltou. Mais descansada, é certo. Mais relaxada, esperemos. O tempo não ajudou muito, nada de piscina, nada de redes de descanso, nada de mosquitos à nossa volta. Muita natureza. E comida da boa. A menina queria era ter estado de papo para ao ar, a apanhar banhos de sol, mas tem que ficar para a próxima. Por isto, não houve, na sexta feira, destino de sonho a nosso querido Sócratezinho. Mas ainda esta semana retomamos a coisa. Ah pois!
sábado, 15 de maio de 2010
A menina voltou. Mais descansada, é certo. Mais relaxada, esperemos. O tempo não ajudou muito, nada de piscina, nada de redes de descanso, nada de mosquitos à nossa volta. Muita natureza. E comida da boa. A menina queria era ter estado de papo para ao ar, a apanhar banhos de sol, mas tem que ficar para a próxima. Por isto, não houve, na sexta feira, destino de sonho a nosso querido Sócratezinho. Mas ainda esta semana retomamos a coisa. Ah pois!
domingo, 9 de maio de 2010
Férias
Ele: Temos férias em Maio, vamos apanhar muito bom tempo. Temos que marcar um hotel maravilhoso, para passarmos uns merecidos dias, com muita piscina e banhos de sol.
Eu: Sim, merecemos, mas Maio é um mês irregular, se apanhamos mau tempo, como vai ser? Lá se vai a piscina e o sol, não era melhor esperar mais um pouco e marcar mais à hora?
Ele: Não, temos sempre sorte com o tempo, vai estar um caloraço, vai estar óptimo.
Eu: Sim, costumamos ter sorte, mas…pode chover, não será melhor...erm...
Ele: Não! Vai estar maravilhoso, vais ver, confia em mim!
Eu: Pronto, está bem, confio, vamos lá.
Vamos esta semana passar a tão merecidas férias, com este lindo tempo, completamente propício à piscina e aos banhos de sol. Ah pois é!
Eu: Sim, merecemos, mas Maio é um mês irregular, se apanhamos mau tempo, como vai ser? Lá se vai a piscina e o sol, não era melhor esperar mais um pouco e marcar mais à hora?
Ele: Não, temos sempre sorte com o tempo, vai estar um caloraço, vai estar óptimo.
Eu: Sim, costumamos ter sorte, mas…pode chover, não será melhor...erm...
Ele: Não! Vai estar maravilhoso, vais ver, confia em mim!
Eu: Pronto, está bem, confio, vamos lá.
Vamos esta semana passar a tão merecidas férias, com este lindo tempo, completamente propício à piscina e aos banhos de sol. Ah pois é!
sábado, 8 de maio de 2010
O casamento
Hoje conto-vos uma coisa à qual, passados quase 20 anos, acho um piadão. Quando me lembro, parto-me a rir, de tão ridículo e aparvalhado que foi. Na altura não reparei, mas a idade e vivência, ajudam-nos nestas coisas. Penso que ninguém se vai aborrecer, nem ficar embaraçado, por isso falo-vos agora, do meu casamento. E foi assim:
Eu ia casar em Maio, não me lembro o dia, mas penso que era 23. Tinha tudo tratado já, ia ser um casamento com pouca gente, porque o meu pai tinha morrido poucos anos antes, mas ía ser na York House, apenas para familiares e 3 ou 4 amigos. Uma coisa cosy, mas gira. Ora, o meu namorado tratou de ter um acidente de carro muito grave, no dia 13. Brinco e digo que foi Nossa Senhora que assim quis. Estava eu a treinar penteados na cabeleireira, quando me telefonaram do hospital, a avisar. Lá vou eu, a minha mãe e uma amiga, em pânico, ver como estava o homem. E estava realmente muito partido. Depois de muitos dias de internamento e uma operação ao fémur pelo meio, lá veio para casa. Como na altura o dinheiro não abundava, e se não casassemos até 5 de Junho, os papeis caducavam e tínhamos que renovar tudo e voltar a gastar um dinheirão, decidimos casar no dia 5 de Junho.
Nesse dia e como já vivíamos juntos, ele acordou e disse-me " não me apetece levantar, doi-me tudo e vou ficar deitado". Caiu-me tudo! Às 10h30 da manhã estariam lá as senhoras do registo civil...A custo e depois de muitos pedidos e choradeira, lá se dignou levantar e vestir-se. Como ele ainda não tinha comprado fato para o casamento...levou um do meu pai. Por sorte até lhe ficava bem, tinham mais ou menos a mesma altura e peso, o pior era que ele estava cheio de cicatrizes num olho, na boca e andava de muletas. O primeiro ataque de riso, foi quando as senhoras do registo chegaram. Ao contrário da minha mãe, que chorava, por me estar a casar com um traste, pela ausência do meu pai e por ver a única filha metida naquela confusão toda, eu só me ria. Chorava a rir. As senhoras pediam atenção e calma, mas quais quê, eu desfazia-me a rir. De tal forma, que ele também começou a rir-se e elas ameaçaram não nos casarem. Lá acalmá-mos um pouco, até que, chegam os meus sogros. Como não convidámos ninguém, apenas lhes tínhamos telefonado na véspera a dizer que contávamos com eles, mas como não chegavam, decidimos casar, mesmo sem eles.
Tinham vindo da periferia de Lisboa...de autocarro! A minha sogra tinha caído e esfolado a perna toda e vinha toda coxa. Bom, aí, até as senhoras do registo civíl se riram, tal não era a confusão. A custo lá disseram o que tinham a dizer, dissemos o "sim" e foram-se embora, não sem antes dizerem que nunca tinham feito um casamento assim, com uma noiva perdida de riso, convidados a chegarem todos estropiados e tudo com a cabeça na lua.
Seguiu-se o almoço. Só na altura nos lembrámos do almoço! Não contávamos que tivessem aparecido umas primas, mais uma amiga, mais os sogros...toca de ir comprar...frangos assados! E já agora um bolo, pois casamento sem bolo, não é casamento. Lá nos sentámos a almoçar. Foi quando eu comecei a pensar, a rever tudo o que se tinha passado, a comermos frangos assados, um bolinho de ananás, a sogra coxa, o marido escavacado, com um fato do meu pai, era aquilo o meu casamento...Tive o maior ataque de riso da minha vida, juro. Mas era riso e choro também. Pelas coisas serem assim, pelo meu pai ter morrido, pela depressão da minha mãe, pela cena ridícula que estávamos todos a viver. Tive que beber água com açúcar para me acalmar, íam-me dando 3 coisinhas más. Para finalizar, almoçámos, os sogros foram para casa, as primas também, a mãe ficou a lavar a loiça e eu fui dormir uma sesta, enquanto o marido lia a "Bola". A lua de mel foi passada na fisioterapia. E digo-vos, já me aconteceu de tudo, coisas boas e más, umas dramáticas outras divertidas, mas nenhuma tão non sense, nem tão cómica e ridícula como esta.
A parte boa é que já ultrapassei. O casamento e o abençoado, esse sim, divórcio. E quero voltar a casar-me, desta vez, a sério, com tudo a que tenho direito. Boa?
Eu ia casar em Maio, não me lembro o dia, mas penso que era 23. Tinha tudo tratado já, ia ser um casamento com pouca gente, porque o meu pai tinha morrido poucos anos antes, mas ía ser na York House, apenas para familiares e 3 ou 4 amigos. Uma coisa cosy, mas gira. Ora, o meu namorado tratou de ter um acidente de carro muito grave, no dia 13. Brinco e digo que foi Nossa Senhora que assim quis. Estava eu a treinar penteados na cabeleireira, quando me telefonaram do hospital, a avisar. Lá vou eu, a minha mãe e uma amiga, em pânico, ver como estava o homem. E estava realmente muito partido. Depois de muitos dias de internamento e uma operação ao fémur pelo meio, lá veio para casa. Como na altura o dinheiro não abundava, e se não casassemos até 5 de Junho, os papeis caducavam e tínhamos que renovar tudo e voltar a gastar um dinheirão, decidimos casar no dia 5 de Junho.
Nesse dia e como já vivíamos juntos, ele acordou e disse-me " não me apetece levantar, doi-me tudo e vou ficar deitado". Caiu-me tudo! Às 10h30 da manhã estariam lá as senhoras do registo civil...A custo e depois de muitos pedidos e choradeira, lá se dignou levantar e vestir-se. Como ele ainda não tinha comprado fato para o casamento...levou um do meu pai. Por sorte até lhe ficava bem, tinham mais ou menos a mesma altura e peso, o pior era que ele estava cheio de cicatrizes num olho, na boca e andava de muletas. O primeiro ataque de riso, foi quando as senhoras do registo chegaram. Ao contrário da minha mãe, que chorava, por me estar a casar com um traste, pela ausência do meu pai e por ver a única filha metida naquela confusão toda, eu só me ria. Chorava a rir. As senhoras pediam atenção e calma, mas quais quê, eu desfazia-me a rir. De tal forma, que ele também começou a rir-se e elas ameaçaram não nos casarem. Lá acalmá-mos um pouco, até que, chegam os meus sogros. Como não convidámos ninguém, apenas lhes tínhamos telefonado na véspera a dizer que contávamos com eles, mas como não chegavam, decidimos casar, mesmo sem eles.
Tinham vindo da periferia de Lisboa...de autocarro! A minha sogra tinha caído e esfolado a perna toda e vinha toda coxa. Bom, aí, até as senhoras do registo civíl se riram, tal não era a confusão. A custo lá disseram o que tinham a dizer, dissemos o "sim" e foram-se embora, não sem antes dizerem que nunca tinham feito um casamento assim, com uma noiva perdida de riso, convidados a chegarem todos estropiados e tudo com a cabeça na lua.
Seguiu-se o almoço. Só na altura nos lembrámos do almoço! Não contávamos que tivessem aparecido umas primas, mais uma amiga, mais os sogros...toca de ir comprar...frangos assados! E já agora um bolo, pois casamento sem bolo, não é casamento. Lá nos sentámos a almoçar. Foi quando eu comecei a pensar, a rever tudo o que se tinha passado, a comermos frangos assados, um bolinho de ananás, a sogra coxa, o marido escavacado, com um fato do meu pai, era aquilo o meu casamento...Tive o maior ataque de riso da minha vida, juro. Mas era riso e choro também. Pelas coisas serem assim, pelo meu pai ter morrido, pela depressão da minha mãe, pela cena ridícula que estávamos todos a viver. Tive que beber água com açúcar para me acalmar, íam-me dando 3 coisinhas más. Para finalizar, almoçámos, os sogros foram para casa, as primas também, a mãe ficou a lavar a loiça e eu fui dormir uma sesta, enquanto o marido lia a "Bola". A lua de mel foi passada na fisioterapia. E digo-vos, já me aconteceu de tudo, coisas boas e más, umas dramáticas outras divertidas, mas nenhuma tão non sense, nem tão cómica e ridícula como esta.
A parte boa é que já ultrapassei. O casamento e o abençoado, esse sim, divórcio. E quero voltar a casar-me, desta vez, a sério, com tudo a que tenho direito. Boa?
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Como pôr o Sócrates a andar #2
Ora bem, hoje está de chuva, regressou o fresquinho e isto não anda lá muito bom. Como tal o tratamento que vamos dar hoje ao nosso gentil e querido primeiro é assim uma coisa rápida e pouco elaborada, mas divertida. A ver! Como sou alentejana e adoro o alentejo, punha-se assim o senhor engenheiro ao ar livre. Numa bela pastagem alentejana. Com amores perfeitos no chão e tudo. Cheirinho bom e ar puro. Assim uma coisa vedada, aí com uns 400 metros. A ouvir os passarinhos. E com 4 ou 5 touros bravos. Claro que o nosso primeiro (reverência), ia vestido de vermelho, com umas peúguinhas cor de rosa, tão lindo! E era deixá-lo ali umas horas, vá, até o pôr do sol. Como é moda e ele é um senhor muito moderno, punham-se-lhe nos bolsos 3 ou 4 microfones ligados, para ouvirmos a rambóia. E como é todo dado às tecnologias, uma câmarazinha na cabeça, para vermos a festarola. E era só.
quinta-feira, 6 de maio de 2010

Já é raro, mas ainda oiço dizer que o dinheiro não dá felicidade, haja saúdinha, trabalho e amor e o resto a gente vai levando. Mas esta gente está boa da cabeça?! É clarissimo, cristalino até, que o dinheiro dá montes, resmas, toneladas de felicidade. É que sem ele, nada a fazer. Não há saúde que nos valha, se não tivermos dinheiro para viver as coisas boas da vida. Mas a vida tem coisas boas, que não precisamos pagar, dizem vocês, ah pois tem, o oxigénio que respiramos, se bem que está tudo poluído, os passarinhos a cantar na primavera, wrong, eles andam desorientados, tipo fins de Janeiro já andam por aí, o sol, ok ok, mas o sol faz um mal terrivel à pele e depois temos que gastar DINHEIRO em cremes, o amor, sim senhora, o amor é lindo, mas isso do amor e uma cabana é uma lenda das manhosas, a música, sim sim, mas...erm..os livros, que custam DINHEIRO...Pois é meus amigos, sem dinheiro, nada se faz. A gente diz que sim, que pronto, vive-se bem (o tanas!), que há coisinhas mais importantes, e há, mas mesmo com elas, o dinheiro faz uma falta desgraçada. É a casa, é o conforto, são as roupas, as malas, os cremes, as maquilhagens,os relógios, os brincos e anéis, a comidinha, o colégio dos meninos, o sushi e o champanhe, são as férias, as escapadinhas, o natal e a páscoa, é o carro e o gasóleo, aquelas viagens maravilhosas com que sempre sonhámos, o dia da mãe e o do pai e da criança, é o perfume, o shampôo, são as consultas médicas, os óculos, as operações, os medicamentos, são as flores, até mesmo os amores-perfeitos se compram. É tudo. Tudinho. Mas pior do que não ter dinheiro, mais triste ainda, é tê-lo e não o gastar, é não viver a vida, é ir desta para melhor e não se terem tido os prazeres que o dito cujo dá. Nem que seja comer um prato de caracóis, regados com uma bela cerveja (buaccccc), à conversa com os amigos, sem pensar nos problemas da vida. Isso sim, meus queridos, é um luxo dos bons!
quarta-feira, 5 de maio de 2010
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