quarta-feira, 20 de abril de 2011

Meo

Pensando eu que mudando da Cabovisão para a Meo se me acabavam os pesadelos, o ter que reiniciar a televisão 500 vezes por cada hora, o ligar desligar e agora dá e agora já não se vê um corno, enganei-me redondinhamente. Tiveram tal pressa em vir instalar isto, que confesso, fiquei desconfiada. Ele eram 3 e 4 telefonemas por dia, e sra. d. Margarida práqui e sra d. Margarida práli (pois, afinal chamo-me Margarida), e agora vai falar com fulano de tal e depois recebe um telefonema a perguntar se ficou satisfeita por falar com o fulano, e mais o beltrano a perguntar se ficou satisfeita com o serviço até àquela  data, que eu já andava cansadinha de tanta mordomia. Vai-se a ver vieram instalar isto no sábado e a partir de domingo começaram os problemas, ontem já se via tudo aos soluços e hoje nem sinal de imagem, a televisão está preta, muda e calada, não funciona. Já liguei 2 vezes para lá e a simpatia já nem se compara, falo com uns gajos/as que parecem que sairam de Freixo de Espada à Cinta, que percebem tanto disto como eu, que sou mais palavras e que me prometeram o arranjo disto no máximo em 36 horas, tendo quase 24 delas já passado. É caso para dizer, foda-se!

terça-feira, 19 de abril de 2011

Revistas

Eu leio revistas cor de rosa, adoro. Compro duas por semana, porque afinal é quanto basta, já que vivemos num país do tamanho duma ervilha e todas falam dos mesmos. E não comecem já com a cantilena do costume, lê revistas dessas, é burra, que isso é burrice da vossa parte, por isso vamos lá ao que interessa.
Esta semana, Alexandra Lencastre e suas filhotas foram ao baile da Rosa, no Porto. Desde já esclareço que adoro a Alexandra, acho-a uma excelente actriz e uma mulher muito interessante, não fosse aquele lado lamechas em que aparece a dizer sempre o mesmo, que não arranja namorado, que chora muito, que coitadinha só vive para as filhas, que não tem sorte ao amor e rebéubéu pardais ao ninho. Mas depois, há isto e isto, parece-me "grave"...
Oh Xaninha, eu sei que se sentem umas princesas e as meninas adoram essas mariquices, mas era preciso tanta piroseira? A Xaninha é que mandou fazer os vestidos, por causa da crise (é que tenho uma peninha do pouco que a menina deve ganhar), mas não acha que tanto cor de rosa, tanto folhinho, tanta pérola, tanto tule, tanto pêlo, tanta florzinha junta até pode cegar as pessoas?!
Seguidamente, como não podia deixar de ser, Lili Caneças, que diz que fez 64 anos, portanto deve ter feito 75, já veio dizer que a organização do Baile tem que lhe pagar o vestido que levava, porque era emprestado e ficou queimado, à cause do fogo de artifício ter corrido mal. Olhe minha cara, para a próxima faça-se uma mulherzinha e compre um vestido com o seu dinheiro (se é que o tem), e segundo não venha cá dizer que "viu e sentiu a morte", só por causa duma fagulhazita de nada. E repare que, não fosse aquele câmara simpático, a menina "já estava a arder", pois ninguém a ajudou, até o Marco Paulo se pisgou, que maus!
Para a semana há mais.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Chuva


Eu sou uma pessoa de sol e de calor. Mas esta chuva sabe-me tão bem! Até a trovoada me soa bem, hoje. É que tanto calor fora de tempo, já me cansava.

domingo, 17 de abril de 2011

Se eu soubesse...

...tinha tirado partido de cada segundo com mais intensidade. Tinha rido mais, muito mais, tinha gritado apenas de alegria, tinha chorado menos. Tinha saído mais, almoçado e jantado fora mais vezes, tinha bebido mais, tinha comido mais sobremesas delíciosas, tinha mimado mais os outros com as minha sobremesas. Tinha saboreado cada minuto de todas as férias que tive, tido apanhado mais sol, tinha tomado mais banhos de mar e piscina. Não tinha arranjado motivos para estar triste e mesmo quando tivesse verdadeiros motivos para estar, tinha sempre sorrido e não tinha sofrido tanto, pois não há mesmo nada que não se resolva. Tinha perdido menos tempo com certas pessoas, não tinha sequer perdido tempo com outras e tinha ganho muito tempo com as que realmente valem a pena. Tinha respondido com um sorriso a cada provocação, a cada pedra no caminho. Tinha tirado um curso de maquilhadora, tinha sido actriz, tinha tentado ganhar um Óscar. Tinha casado contigo aos 20 anos e tínhamos tido 5 filhos. Nunca tinha gritado, nem tratado menos bem a minha mãe. Tinha tido mais amigos, mais noitadas, mais festas. Só me preocuparia com coisas realmente graves e mesmo assim saberia que tudo se resolve, duma maneira ou de outra. Tinha subido uma montanha altíssima e gritado o meu nome. Tinha subido ao Everest, tinha um jardim zoológico. Tinha adormecido sempre feliz e acordado sempre a sorrir, sem medos. Tinha sido mais simpática, mais humilde nalgumas situações, mais audaz, mais aventureira, mais terra a terra, mais condescendente e meiga. Se eu soubesse...

sábado, 16 de abril de 2011

Fim de semana

Já tenho a Meo, já tenho o computador mais rápido e espero não ter grandes problemas com a televisão e tudo e tudo. Mas tive que gramar durante 4 horas os putos que vieram instalar isto, ainda por cima cheios de sono e pouca paciência. Só na hora de irem embora é que ficaram simpáticos, para eu lhes dar uma gorjeta, mas já era tarde, não levaram cheta.
E de repente deu-me uma vontade de aproveitar o sol e bom tempo e ir namorar, olhinhos de cão abandonado, mãozinhas dadas, numa boa esplanada, a beber uma sangria fresquinha e a rir, como se o ontem não tivesse existido e o amanhã nunca fosse existir.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Sorte e azar

Sou uma pessoa de sorte nalgumas coisas, mas sou uma pessoa do mais azarado noutras. Dantes era eu e a Cabovisão, agora sou eu, a Cabovisão e a Meo, enrolados, muito enroladinhos. Vamos ver o que isto vai dar.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Uma anedota, a alfândega

Pois é, como a saga dos pinceis continua, ontem foi dia de ligar para a alfândega, não fosse o caso de estarem lá  retidos,  ninguém avisar e ainda ir tudo a leilão. Comecei por ligar para a alfândega de Lx, para o número que supostamente depois me encaminharia para o departamento certo e para a pessoa/as que tratam do assunto. Esse número está fora de serviço. Então comecei a tentar todos os números que vi na net. O primeiro que marquei mandou-me simpáticamente ligar para outros dois, que ali não se tratava disso. Liguei, mas ninguém atendeu. Então liguei aleatóriamente para todos os que pertencim à alfândega. Ou ninguém atendia, ou era fax, ou mandavam ligar para outro número que depois ninguém atendia. Até que finalmente me atendeu uma senhora, com voz de quem estava com dores nas cruzes. Quando lhe expliquei que queria saber se determinada encomenda já tinha vindo para Portugal e se estaria na alfândega, perguntou logo se teria vindo de avião ou barco. Tremi toda, pois não sei. E ela logo "ah, não sabe!", com o tom de "sua malandra, não sabe uma coisa destas...manhosa, burra..." E sendo assim não me poderia informar de nada. E desligou, dando-me mais 2 ou 3 números para eu ligar. Atendeu-me outra senhora, decerto aflita das cruzes e com úlceras em qualquer lado, que, numa voz de lamento me disse" oh minha senhora, eu sei lá agora disso, o edifício é novo, nem sei sair daqui, 'tá a ver, não conheço ninguém, não lhe sei dizer nada, 'tá a ver, a senhora quer ligar agora para onde, olhe ligue para o aeroporto, sei lá, oh minha senhora, eu não sei, não percebo nada disto, se o moço das encomendas não atende é porque saiu, sei lá minha senhora, oh, eu agora sei lá..." (silêncio, para eu me recompor) e lá respondi " oh minha senhora, mas se a sra trabalha aí, deve saber ou então deve saber de quem saiba, é que eu, que estou a 120 kms e não trabalho aí, é que não sei". Ligar para o aeroporto estava fora de questão, a mulher devia ser a empregada da limpeza, portanto liguei para um número que vi na net, assim já em desespero, onde fui educada e simpáticamente informada que meus pinceis ainda não puseram nenhuma cerda neste lindo país, onde nada funciona, rigorosamente nada. Se não fosse tão chato, era hilariante.