Nunca na vida pensei dedicar-lhe um post, aliás, era a última coisa da qual me lembraria. Mas a vida dá muitas voltas e cá estou eu. Primeiro que tudo, Sra. D. Estela ( tia Estela, pós 25 de Abril), para lhe dizer que não lhe consigo perdoar. Eu sei que já passaram anos sem fim, que devemos perdoar a quem nos faz mal, sob pena de ficarmos amargos e do nosso coração ficar mais "pesado", mas confesso que, não consegui, até hoje. É como pessoa que não gosto de si, porque em quatro anos de escola primária, embora a mim só me tenha dado um estalo a duas semanas do exame da 4ª classe, via-a sempre bater, maltratar e humilhar, compulsivamente, os meus colegas, meninos que mal passavam do seu joelho e que nenhum mal lhe poderiam fazer. O único comportamento perigoso que tinham, era, de vez em quando escreverem país sem acento no i e fazerem os pontos finais mais gordinhos, coisa que para si, sempre foi passiva do maior castigo possível. Penso tantas vezes, em como teríamos sido todos mais felizes, se embora às vezes escrevendo um erro, lhe tivessemos visto um sorriso ou uma palavra de incentivo.
Há que lhe agradecer, todavia, a instrução exemplar que me deu. Graças a si, não dou erros, embora com isto da internet às vezes me baralhe nos acentos, tenho um vocabulário correcto e bastante abrangente, aplico bem a pontuação e leio todos os livros que me aparecem à frente. Subo paredes quando leio coisas dos jovens de hoje, mas sei que nem todos podemos ser bons nisto do português e acredito que hajam jovens que sejam óptimos na "coisa". É apenas isto que lhe agradeço, porque o resto, já ambas sabemos, que não havia necessidade nenhuma.
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Caminhar
Caminhar é a palavra de ordem. Em plano, sem esforços, sem correrias, mas caminhar com convicção. Vou ter que comprar umas sapatilhas e mandar vir de volta o sol. O resto é sem pressas.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Viver na província

Lembram-se destes batonzinhos? São hidratantes com cores giras, que eu até estava disposta a mostrar e a falar aqui, porque gostava mesmo de ter, nem que fosse unzinho. Não vou poder, porque a Clinique diz que só estão à venda em Lisboa, Porto, Almada, Corte Inglês e mais nada. E a malta da província que se lixe, é o costume. Sendo assim, já não digo mais nada sobre o raio dos batons, aliás, nem comprem, que aquilo deve fazer mal! (joking)
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Maravilha
Questionada sobre o sérum da Kérastase, respondo por aqui, assim toda a gente lê. Tenho o cabelo muito liso e oleoso na raíz, fino e extremamente seco nas pontas, embaraça-se todo, faz nós, parece que estou a pentear um pónei, ás vezes. Por isso este sérum é óptimo, só ponho 2 gotas nas pontas uns 10 minutos antes de lavar o cabelo e antes de o secar, uma gotinha. Se achar necessário volto a colocar uma gota depois do cabelo seco. A diferença que noto em relação a outros séruns é que este não deixa o cabelo oleoso e pesado, o cabelo fica sedoso, mas leve. Foi portanto uma excelente aquisição.
Que pessegada!
E vai-se a ver a pessoa está doente, ou deprimida, ou ambas, ou nenhuma. Análises, ah afinal é da tiróide, porque as análises estão óptimas. Vai a pessoa preocupada fazer uma ecografia à tiróide, afinal não é. E continua a pessoa, já mais farta do que preocupada, de andar dum lado para o outro e não dorme e não tem fome, e às vezes enfarda como uma vaca e dorme que nem um lagarto ao sol. Deprimida? Tem dias, farta? Muito!!
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Mínimos
Imaginemos um trabalhador exemplar, numa empresa de sucesso, com lucros altos. Esse trabalhador, por ser extremamente competente, perspicaz, por ter conhecimentos acima da média e ser muito profissional, é promovido. Mas é-lhe logo dito que as responsabilidades vão aumentar, como seria de esperar, mas o ordenado não, vai ser aumentado normalmente, o mínimo anual, como sempre. Daí a 1 ano, se ele provar que é competente para o cargo, fica efectivo e daí a 2 anos então receberá o aumento correspondente ao cargo que está a ocupar. Ora, então porque é que o promovem? Não será porque já lhe reconhecem o mérito, a capacidade de trabalho? Que tem ele para provar mais, se praticamente já realiza as funções para o qual vai ser promovido? Não seria mais sensato e justo ao ser promovido (pelas capacidades já demonstradas), ficar logo efectivo e receber conforme o trabalho realizado? E, porque é, quando questionado sobre alguém da sua equipa, lhe dizem que esse alguém não convém, porque é demasiado ambicioso. Será que ter ambição não é uma qualidade?
Não neste país. Este é o país dos mínimos. Dos ordenados mínimos que mais mínimos não podem ser. Do mínimo de hospitais, com o mínimo de médicos, de centros de saúde, de escolas, tudo com o mínimo de condições. Do mínimo de criatividade e competência, porque são esses apenas que interessam, pois ganham o mínimo que lhes querem pagar. Do mínimo que recebem os deficientes, ultrajados e tratados como lixo. Do mínimo de ambição, de amor próprio. Do mínimo de infraestruturas, de empresas, de trabalho. Do mínimo número de pessoas que vota, que reclama os seus direitos, que tem opinião. Do mínimo dos mínimos, em tudo. Porque quem quer ser recompensado e reconhecido como merece, vai para o estrangeiro e brilha, porque quando somos bons, somos mesmo muito bons, mas nem piores nem melhores que os outros, somos iguais. Este é o país, que passados quase 40 anos, ainda tem o pensamento salazarista, do sermos pequeninos, pobrezinhos, uns míminozinhos e isso bastar para sermos felizes. Mas não basta e depois todos se queixam, falam falam, mas não passa disso. Somos o país de gente que ganha balúrdios (invariavelmente, sem mérito), mas declara o mínimo no IRS, no colégio das crianças, paga o mínimo à mulher-a-dias, quer mostrar que tem a vida quase nos mínimos. E é este, no mínimo, o país que somos.
Não neste país. Este é o país dos mínimos. Dos ordenados mínimos que mais mínimos não podem ser. Do mínimo de hospitais, com o mínimo de médicos, de centros de saúde, de escolas, tudo com o mínimo de condições. Do mínimo de criatividade e competência, porque são esses apenas que interessam, pois ganham o mínimo que lhes querem pagar. Do mínimo que recebem os deficientes, ultrajados e tratados como lixo. Do mínimo de ambição, de amor próprio. Do mínimo de infraestruturas, de empresas, de trabalho. Do mínimo número de pessoas que vota, que reclama os seus direitos, que tem opinião. Do mínimo dos mínimos, em tudo. Porque quem quer ser recompensado e reconhecido como merece, vai para o estrangeiro e brilha, porque quando somos bons, somos mesmo muito bons, mas nem piores nem melhores que os outros, somos iguais. Este é o país, que passados quase 40 anos, ainda tem o pensamento salazarista, do sermos pequeninos, pobrezinhos, uns míminozinhos e isso bastar para sermos felizes. Mas não basta e depois todos se queixam, falam falam, mas não passa disso. Somos o país de gente que ganha balúrdios (invariavelmente, sem mérito), mas declara o mínimo no IRS, no colégio das crianças, paga o mínimo à mulher-a-dias, quer mostrar que tem a vida quase nos mínimos. E é este, no mínimo, o país que somos.
Subscrever:
Mensagens (Atom)