terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Medicamentos em Unidose

Todos ouvimos falar, assim de raspão, porque convém não se falar muito destas coisas, nas unidoses, que seriam vendidas nas farmácias, uma vez que as pessoas não precisam de comprar caixas cheias de alguns medicamentos, quando só vão tomar 3 ou 4 comprimidos. Isto foi falado na Assembleia da Republica em Julho e a lei foi aprovada.
Quase todos os portugueses têm verdadeiras farmácias em casa, amontoam caixas de medicamentos, desperdiçam dinheiro inutilmente, quando seria mais lógico comprarmos unidoses, tomarmos só aquilo que precisamos, e principalmente, uma vez que vivemos num país de fim de mundo e somos pobres, pouparmos dinheiro.
Mas não! A industria farmacêutica não concorda, pois claro que não. Todos percebemos porque não. As farmácias não aderiram e recusam vender as unidoses. Todos percebemos porquê. Esta gente recusa-se a cumprir a lei, o que não é nada de novo num país onde só o povinho pobre tem que cumprir as leis...
Uma das industrias mais ricas e que mais factura no mundo não pode concordar com isto, pois claro que não! E o Governo faz-lhes a vontade, diz que vai estudar o assunto e lá para Agosto, se alguém ainda se lembrar disto, vai "fazer cumprir a lei" e ressarcir a indústria farmacêutica , leram bem, ressarcir, compensar o prejuízo à pobre indústria das farmácias...e nós continuamos na pagar, a comer e a calar!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

E pronto, eis-me aqui a desejar a todos e a quase todos também, um Feliz Natal :)

sábado, 5 de dezembro de 2009

Dizias

Dizias...

Dizias que era leve,

Nunca é leve o peso da vida

Dizias que era breve

Nem é breve,

Mesmo quando estamos de partida.

Colavas o teu corpo ao meu,

Sorrias com vontade de chorar

Que por mim morrias, que por mim matavas

Apenas o brilho dos teus olhos não me conseguia cegar.

Inventávamos sentimentos que nos amaciavam,

Que conseguiam acalmar a dor dos dia febris

Que são esses dias como ardis,

Do corpo e da alma

E do espírito,

Esse que nunca acalma.

Saciávamos apenas a carne moída, dorida,

Com gestos que, infâmes,

Carícias

Orgasmos

Palavras e silêncios…

Nunca é leve, nunca é breve,

o peso da vida.

Margarida S.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Cartjinha prá Maitê Proença

Maitêzona, cê é levada né? Morri dji rir com sua crônica! Baiano é isso e aquilo? Brasileiro é aquilo e aqueloutro? Imagino a loucura...gente muito estranha né? Imagine você que noutro dia veio a Portugal uma loira burrinha, cheia de plásticas, actrizinha de novela mixiruca brasileira...Ela adora Portugal, vem cá vender umas besteiras que o povo estúpidamente compra, e começou logo falando mal da gente! Pode coisa mais engraçada??!Parece que o pessoal quase chorou a rir quando ela cuspiu numa fonte, histórica e tudo! E quando falou do moço dos computadores, que olhava pró "mouse"?! Imaginem que eles lá já traduziram para "rato"...povinho estranho né? E quando ela falou com toda a propriedadji de Salazar, falando que ele tinha sido ditador por mais de 20 anos...foi a loucura, os portugueses quase endoidaram com a piada! Brasuca cheia de humor, é o que é!

E quando ela chamou o rio Tejo, de mar? Aí, o pessoal quase morreu de tanto rir! É djimais quando alguém vem no nosso país, cospe nas fontes, é mal educado, assassina a história e a língua portuguesa, ainda diz que as pessoas não têm sentido de humor e nos chama de "esquisitos", é a loucura né querida Maitêzinha? A gente ri quem nem doidos! É show de bola, é alto astrau!! E eu estou escrevendo assim meio brasileiro, só para cê me entender, porque parece que você fala muito mal o Português de Portugal, viu querida??!

Keep wonderful, que é como quem diz…ah! Cê é brasuca, não traduz né xuxuzão?

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Abro os olhos,
dói tanto
volto a fechar
calo o pranto.

Há quem nasça assim
há quem nasça assado,
eu nasci e vivo
do lado errado.

Secam as lágrimas
ficaram os olhos vazios
já nem te peço que me salves,
que me tragas os risos.

Dormiria a vida toda, se pudesse
que cansaço, que desalento,
abro os olhos
dói tanto,
volto a fechar
calo o pranto.

M.S.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Um assunto que vem sempre à baila, principalmente no verão, são as touradas. É um assunto que nunca é consensual, como se todos tivessemos que ser ou a favor ou contra algo, a toda a hora, todo o tempo. Eu gosto e vejo touradas.

Adoro touradas, e não fico mínimamente incomodada por haverem cavalos e toiros e homens numa praça, onde o objectivo é artístico, e não o de fazer prevalecer a inteligência, supostamente do homem, contra a teimosia, supostamente do animal. Os toiros de lide, os únicos que servem para serem toureados, os que não desistem da “luta”, mesmo sendo “castigados” com bandarilhas, existem apenas para serem toureados e fazem parte duma importante cadeia alimentar, existente na natureza. O resto é espectáculo, é arte, é engenho, é valentia.

Hoje em dia está na moda ser-se políticamente correcto, não gostar de touradas nem de caça, não fumar, não matar os animais nem os peixinhos, não poluír, ser vegetariano, não incomodar, não ter vícios, ser-se praticamente híbrido…Há quem tem vergonha de ter um destes, ou outro qualquer vício, não percebo bem porquê, se o que distingue um ser humano de outro, é precisamente os seus gostos, os seus hábitos, as suas particularidades.

Eu adoro animais, já os tive em casa, trato-os como devem ser tratados, com respeito e carinho, mas isso não implica que deixe de gostar do que gosto, apenas porque fica bem aos olhos dos outros, e é políticamente correcto.

Logo, respeito que hajam imensas pessoas que não gostem de touradas, pelo mesmo motivo que gosto que respeitem que não gosto de vegetais. Não as obrigo a ir ver uma corrida, não lhes ofereço bilhetes para o Campo Pequeno, embora a mim me ofereçam inúmeras vezes pratos cheios de espinafres e agriões…respeito a vontade delas e agradeço que respeitem a minha.

Parece que o problema delas é o sofrimento dos toiros…mas essas pessoas comem carne de boi, de vaca, de frango, de coelho ( será que já gostam da forma como se matam os coelhos? Uma pancada violenta na cabeça não dói?).. Não entendem que o prazer da tourada não é ver o sofrimento de ninguém, muito menos dum animal imponente, cheio de personalidade, que não se acobarda perante nada, mas sim a arte dos cavaleiros, a forma inteligente com que os cavalos “enganam” os toiros, a coragem dos forcados, que não ganhando dinheiro, arriscam a vida, apenas por amor à arte.

Seria perfeito, portanto, que tanto os que gostam, como os que não gostam, se respeitassem e não interferissem, gostar de algo ou não, é um direito que nos assiste. Chama-se a isso, civismo.

M.S

quinta-feira, 13 de agosto de 2009


E dos teus olhos fiz bolas de cristal
e das tuas palavras rios onde quero mergulhar
e talvez esquecer...
Dá-me a tua vida, ensina-me a crescer.
Empresta-me o teu corpo
refúgio de dor e prazer.
E da tua alma fiz-me confidente
corpo e espírito
quase perfeição.
Olhos fechados, silêncios em comunhão
mãos que nao se largam
cheiros misturados
roupas pelo chão
És em mim, sempre presente.
(M. S.)