terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Medicamentos em Unidose
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
sábado, 5 de dezembro de 2009
Dizias
Dizias...
Dizias que era leve,
Nunca é leve o peso da vida
Dizias que era breve
Nem é breve,
Mesmo quando estamos de partida.
Colavas o teu corpo ao meu,
Sorrias com vontade de chorar
Que por mim morrias, que por mim matavas
Apenas o brilho dos teus olhos não me conseguia cegar.
Inventávamos sentimentos que nos amaciavam,
Que conseguiam acalmar a dor dos dia febris
Que são esses dias como ardis,
Do corpo e da alma
E do espírito,
Esse que nunca acalma.
Saciávamos apenas a carne moída, dorida,
Com gestos que, infâmes,
Carícias
Orgasmos
Palavras e silêncios…
Nunca é leve, nunca é breve,
o peso da vida.
Margarida S.
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Cartjinha prá Maitê Proença
Maitêzona, cê é levada né? Morri dji rir com sua crônica! Baiano é isso e aquilo? Brasileiro é aquilo e aqueloutro? Imagino a loucura...gente muito estranha né? Imagine você que noutro dia veio a Portugal uma loira burrinha, cheia de plásticas, actrizinha de novela mixiruca brasileira...Ela adora Portugal, vem cá vender umas besteiras que o povo estúpidamente compra, e começou logo falando mal da gente! Pode coisa mais engraçada??!Parece que o pessoal quase chorou a rir quando ela cuspiu numa fonte, histórica e tudo! E quando falou do moço dos computadores, que olhava pró "mouse"?! Imaginem que eles lá já traduziram para "rato"...povinho estranho né? E quando ela falou com toda a propriedadji de Salazar, falando que ele tinha sido ditador por mais de 20 anos...foi a loucura, os portugueses quase endoidaram com a piada! Brasuca cheia de humor, é o que é!
E quando ela chamou o rio Tejo, de mar? Aí, o pessoal quase morreu de tanto rir! É djimais quando alguém vem no nosso país, cospe nas fontes, é mal educado, assassina a história e a língua portuguesa, ainda diz que as pessoas não têm sentido de humor e nos chama de "esquisitos", é a loucura né querida Maitêzinha? A gente ri quem nem doidos! É show de bola, é alto astrau!! E eu estou escrevendo assim meio brasileiro, só para cê me entender, porque parece que você fala muito mal o Português de Portugal, viu querida??!
Keep wonderful, que é como quem diz…ah! Cê é brasuca, não traduz né xuxuzão?
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Um assunto que vem sempre à baila, principalmente no verão, são as touradas. É um assunto que nunca é consensual, como se todos tivessemos que ser ou a favor ou contra algo, a toda a hora, todo o tempo. Eu gosto e vejo touradas.
Adoro touradas, e não fico mínimamente incomodada por haverem cavalos e toiros e homens numa praça, onde o objectivo é artístico, e não o de fazer prevalecer a inteligência, supostamente do homem, contra a teimosia, supostamente do animal. Os toiros de lide, os únicos que servem para serem toureados, os que não desistem da “luta”, mesmo sendo “castigados” com bandarilhas, existem apenas para serem toureados e fazem parte duma importante cadeia alimentar, existente na natureza. O resto é espectáculo, é arte, é engenho, é valentia.
Hoje em dia está na moda ser-se políticamente correcto, não gostar de touradas nem de caça, não fumar, não matar os animais nem os peixinhos, não poluír, ser vegetariano, não incomodar, não ter vícios, ser-se praticamente híbrido…Há quem tem vergonha de ter um destes, ou outro qualquer vício, não percebo bem porquê, se o que distingue um ser humano de outro, é precisamente os seus gostos, os seus hábitos, as suas particularidades.
Eu adoro animais, já os tive em casa, trato-os como devem ser tratados, com respeito e carinho, mas isso não implica que deixe de gostar do que gosto, apenas porque fica bem aos olhos dos outros, e é políticamente correcto.
Logo, respeito que hajam imensas pessoas que não gostem de touradas, pelo mesmo motivo que gosto que respeitem que não gosto de vegetais. Não as obrigo a ir ver uma corrida, não lhes ofereço bilhetes para o Campo Pequeno, embora a mim me ofereçam inúmeras vezes pratos cheios de espinafres e agriões…respeito a vontade delas e agradeço que respeitem a minha.
Parece que o problema delas é o sofrimento dos toiros…mas essas pessoas comem carne de boi, de vaca, de frango, de coelho ( será que já gostam da forma como se matam os coelhos? Uma pancada violenta na cabeça não dói?).. Não entendem que o prazer da tourada não é ver o sofrimento de ninguém, muito menos dum animal imponente, cheio de personalidade, que não se acobarda perante nada, mas sim a arte dos cavaleiros, a forma inteligente com que os cavalos “enganam” os toiros, a coragem dos forcados, que não ganhando dinheiro, arriscam a vida, apenas por amor à arte.
Seria perfeito, portanto, que tanto os que gostam, como os que não gostam, se respeitassem e não interferissem, gostar de algo ou não, é um direito que nos assiste. Chama-se a isso, civismo.
M.S