quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010



Meu Deus, estou precisadíssima de sol!
Podem não acreditar, mas fico mesmo doente com este tempo, é que já são muitos meses e a pré depressão instala-se, matreiramente...
As últimas semanas e a bem dizer meses, anos, anos luz, têm sido só chuva, frio, frio, chuva, neve, frio e neve, neve e chuva e chuva e frio!! Nota-se que já ando meio baralhada, não se nota? Pois nota...humpft

Os invernos são sempre terríveis para mim, que tal flor, só ressuscito aos primeiros raios de sol, aos primeiros calorzinhos mornos (que saudades, gizzzzzzzz), aos primeiros pôr de sol, uma pessoa ali a sentir o confortozinho do sol, numa esplanada ou num banco de praia, ou em casa, ou onde lhe apetecer, o que importa é aquele cheirinho a promessa de verão... (até me babo, só de escrever a palavra...shelep)!

Claro que já melguei o mais que tudo para irmos para as Maldivas, ou Seychelles, ou Dubai, ou Maurícias, não importa, mas ele mostra-se inflexível...a irmos era ali para a zona de Tomar, que é giro, que se come bem e mais não sei o quê...

A pessoa desespera! Mas pronto, que fazer? Há sempre a esperança que a primavera venha mesmo no tempo em que devia vir, ali meados de Março, que não continue a chover como se não houvesse amanhã...que venham roupas, sapatos, MALAS (volto a babar-me) e maquilhagens lindas para a nova estação, que vêm de certeza, haja é dinheiro para gastar, e voilá, Fevereiro está quase passado, e toda a gente que tem o mesmo problema que eu, sorria! (mesmo com chuva e baba, quais sorrir, vou é comer um pratinho de arroz doce e um cházinho, é o que apetece com este tempo...sniff...)!

Take care :)

P.S. Este é o último post que escrevo sobre o estado do tempo, prometo, não batam mais na ceguinha. Pelo menos, até ver sol, este é o último...(a não ser que vá mesmo para as Seychelles)

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010



Às vezes parece que tudo anda mal, é o tempo que não melhora, é a chuva que destrói e mata, sinceramente, esta chuva dá cabo de qualquer pessoa, até mesmo das que, como eu, gostam duma chuvinha... É a falta de sol que teima em deixar-me tristonha, é o frio que enregela os ossos, é o país onde se vive, é a economia, é a conjuntura, as escutas, a palhaçada deste governo e as palhaçadas dos seguintes, é o vazio. São os problemas do dia a dia, a que se juntam mais uns tantos que vão acontecendo pontualmente, e que não matam, mas moem e muito. É o não sair o euromilhões nem o totoloto, é alguém que precisa sempre de nós e a nossa incapaciade de dar…são tantas coisas, que por vezes entristecemos mesmo, sem volta a dar, durante algum tempo.
Felizmente existem coisas que nos salvam desta tristeza, pequenas e grandes coisas, aquela palavra ali que soube tão bem ouvir , aquele elogio acolá, aquela prendinha que nos animou, aquele sorriso que nos adoçou o coração e a alma, aquele sms que nos fez sorrir, há sempre coisas que nos alegram e tornam a vida mais leve.
E sabe e faz bem começarmos de novo, de peito aberto, mais um desafio, lá vamos nós, mais uma voltinha, é disto que a vida é feita, um piscar de olhos, um sorriso, lá vamos nós de novo…
É disso que todos precisamos, de leveza. Leveza e sorrisos.
Uma data deles por dia, nem sabe o bem que lhe faria!!

domingo, 14 de fevereiro de 2010

14 de Fevereiro


14 de Fevereiro, um dia mau…
Hoje tudo correu mal…A começar pelo tempo, está um frio de rachar, mesmo com aquecimentos em casa uma pessoa anda gelada. A minha mãe está com uma dor de costas que a impede de tudo, amanhã tenho que ir com ela ao médico, não sei que médico, não sei onde. Da última vez que ela foi à rua, veio carregada com uma prenda para o meu mais que tudo, que afinal eu achei que ele não gostava e ela teve que devolver, se sentimento de culpa matasse, eu já não respirava…. Não há maior doce que a minha mãezona, que é só minha!
Há quase uma semana que durmo apenas 2, 3 horas por noite, o que me deixa completamente “fora de circulação”, cheia de tonturas e mau humor. Juntando à TPM que já tenho, o caldo entorna-se ainda mais e mais…
A casa estava um bocado “bagunçada”, e tive que fazer as coisas, cheia de dores de cabeça e nenhuma vontade…mas pelo menos aqueci, já não é mau.
Para cúmulo, e como 4 ou 5 desgraças nunca vêm só, o meu namorado /marido, hoje, nem uma palavra de carinho, apoio, nem uma mensagem alusiva ao Valentine´s Day, nem um “amo-te”, só silêncio…
Na televisão deram um filme comercial, daqueles giros, comédias românticas, que ajudam a passar o tempo, e não foi só descascar a cebola para a sopa que me fez chorar…
Quando eu entender o porquê de tudo isto, está o problema resolvido, sou assim, apesar da dor, do sofrimento, quando me explicam o porquê das coisas, resolvo tudo nesta cabecinha de vento…
E pronto, hoje foi este o meu desabafo, estilo lamúria…últimamente tenho disto mais vezes do que gostaria.
E pronto, agasalhem-se, sejam felizes, hoje e sempre.
M.S

sábado, 13 de fevereiro de 2010




Dia dos Namorados

Quando se está com o amor da nossa vida, todos os dias são dia dos namorados. Havendo ou não prendinhas, mimos especiais, ou simplesmente um olhar ou uma palavra carinhosos, tudo isso é amor, tudo isso somos nós, eu e tu.

Por isso te deixo aqui um beijo, meu, especial e enorme, e mesmo estando afastada fisicamente de ti, neste dia 14, este é mais um dos nossos dias :)

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

What if I...






What if if…
E seu eu não fosse como me vêem?
Se não fosse alta e mais ou menos magra, fosse atarracada e gordinha? Se a minha pele tivesse rugas e uma verruga no nariz? Se cheirasse mal? Se não fosse inteligente, se não fosse o que sou? Já pensaram nisso? Gostariam de mim, como gostam?
Esta é a pergunta que muitos de nós colocamos, inúmeras vezes, quando já nem “podemos” connosco próprios, quanto mais vocês…
Às vezes queria ser baixinha, para não me verem, gorda, para os homens não me desejarem, rugosa e desleixada, para me deixarem em paz…burra que nem um calhau para a minha opinião não ser pedida por tudo e por nada, poder ir de pijama para a rua e ninguém dar por mim.
Exige-se demasiado às vezes. É-nos impedido ter um mau dia, não nos apetecer sorrir, nem estar linda e radiosa, porque, simplemente, não.
Temos que agradar a gregos e troianos, e ao marido e à mãe e ao pai, e ao colega de trabalho e à colega, que morre de inveja, porque as mulheres se detestam umas às outras, nunca percebi porquê, mas deve ser como as brujas, que las hay, las hay…
Temos que fazer amor, que sorrir, que estar penteadas, depiladas, liofilizadas, cheirosas, hidratadas, cuidadas, bem vestidas, sermos o cúmulo da inteligência, do bom humor, da sabedoria, do profissionalismo, sermos excelentes mães, avós, tias, primas , donas de casa e escritoras, e empresárias, quando tudo o que nos apetece é : “DEIXEM-ME EM PAZ, QUERO SILÊNCIO!!”
E pronto, este foi o meu desabafo do dia! Às vezes é só disso que preciso, para continuar a ser mulher. Às vezes…

M.S

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Armadilha dos Abraços


E de novo a armadilha dos abraços.
E de novo o enredo das delícias.
O rouco da garganta, os pés descalços
a pele alucinada de carícias.
As preces, os segredos, as risadas
no altar esplendoroso das ofertas.
De novo beijo a beijo as madrugadas
de novo seio a seio as descobertas.
Alcandorada no teu corpo imenso
teço um colar de gritos e silêncios
a ecoar no som dos precipícios.
E tudo o que me dás eu te devolvo.
E fazemos de novo, sempre novo
o amor total dos deuses e dos bichos.

Rosa Lobato Faria

Obrigada Rosinha, até um dia...:)

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

As sabrinas de verniz preto


Naquele dia calcei as sabrinas de verniz preto. Sabia que ia andar muito e convinha-me ter calçado cómodo. De verniz preto porque, não é à toa que se calça algo de verniz preto. Para já é preciso ter o pé e a pena elegante, ou corre o risco de parecer um elefante de sandálias e porque é preciso segurança e auto confiança para o fazer. Só as mulheres conseguem compreender isto.

E não me enganei. Viajámos muito, percorremos léguas, milhas, anos luz de caminhos, de histórias, de acontecimentos. Vimos nascer e morrer uns quantos sóis, apareceram e desapareceram tantas luas, tanta gente se cruzou e descruzou connosco. Nem um único rosto fixámos, nada se moveu, o mundo deu uma volta inteira e tudo ficou inacreditávelmente no mesmo sítio.

Houve um momento em que vacilei, uma bolha no pé, parámos, resolveu-se a situação, fui amparada durante uns minutos, ou foram horas, perdi a noção do tempo, não sei. As sabrinas de verniz preto resistiam, sómente alguma poeira a ofuscá-las, mas o brilho não esmorceu.

Quantas vidas vivemos naquele dia, quantas pessoas matámos, quantos medos enterrámos, quantos fantasmas criámos?

Sei que começámos uma nova vida ali, naquela baía, ao sol posto. Uma nova vida como as antigas, cheia de risos, angústias e vicissitudes, mas nova para mim, nova para ti.

Tinhas os olhos verdes e um sorriso envergonhado. Eu calçava umas sabrinas de verniz preto. Lembras-te?


M.S