Durante a infância adoravamo-nos. Quando eu ia ao alentejo, ficavas horas colada ao telefone à espera que a avó avisasse que tínhamos chegado. Brincávamos como malucas. Querias que eu só gostasse de ti e só fosse tua prima. Fomos muito amigas. Crescemos em cidades diferentes e nem por isso nos afastávamos. No funeral do meu pai, como já fazia algum frio, vesti um kispo teu, preto. Tinha o teu perfume, e lembro-me que foi um aconchego para mim ter o teu cheirinho por perto. Nos dias que se seguiram, a primeira vez que dei uma gargalhada, foi por causa duma piadola que fizeste. Ficámos ambas admiradas, eu por ter gargalhado, tu por me teres conseguido fazer rir daquela forma.
Vi a minha mãe passar fome por tua causa, mas não me importei, gostava muito de ti. Sempre foste a minha prima favorita, talvez pela pouca diferença de idade que temos.
Casaste e mudaste. Eu também mudei. Penso que te zangaste comigo, não sei porquê. Fomo-nos esquecendo uma da outra.
Vi-te noutro dia no Facebook. Nunca foste muito bonita, mas na foto estavas muito gira e serena. Não somos amigas há alguns anos, nunca mais seremos. Mas fomos, e isso é que importa.
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Férias?
Por falar em Algarve, não me lembro de ver tanta gente na praia, em Julho, como este ano. Provavelmente a malta levou a peito o pedido do Cavaco Silva e este ano ficou tudo por Portugal. Para meu desagrado a praia estava cheia de putos ruidosos e casais na marmelada. Nada que tenha perturbado os meus 4 dias de praia, mas prefiro mais sossego e silêncio.
Mania minhas, claro!
Mania minhas, claro!
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Shame on me!
Vá, confesso, nas curtas e acidentadas férias, esqueci a dieta. Comi bolachas, gelados (dois cornetos dos novos, que sabem pela vida), rebuçados, o que me apeteceu. Mas é entrar pela porta de casa, não sei o que me dá e volta a fúria para me pôr novamente mais magra e menos "grávida". Na minha cabeça começa uma contagem automática de calorias, vejo a imagem duma daisyzinha magrinha e pronto, é agora que vou (re)começar a luta pela magreza perdida, ai é agora, é!
...E foi assim...
Alombados os 400 e tal kms que me levaram à casinha do Algarve, precisei aí duns dois dias para me recompor. Depois começou a rotina que tanto adoro. Levantar, comer, praia. Casa, comer,um pouco de televisão, cama. Cama, ler, dormir. E assim sucessivamente. É desta forma que me recomponho do ano e do inverno. Sem noitadas, nem saídas, apenas isto me consegue pôr como nova. Na praia relaxo totalmente, espreguiçadeira, água, água, espreguiçadeira.
E este ano, esteve realmente um tempo maravilhoso, especialmente para mim, que adoro calor. O termómetro chegou aos 40 e tal graus, o mar estava morno, as noites eram o inferno para quem, como eu, não tem ar condicionado, mas é aquele infernozinho bom (digo eu agora, já voltada ao clima normal do centro do país, cheia de frio, portanto).
Tudo corria bem, até a minha mãe dar um grande malho na rua e partir um pé. Ao principio era apenas uma queda, um joelho esfolado, um pé que doía, mas rapidamente vi que era coisa para hospital. Fui ao local e desse, ao ver-se o pé partido, fui para Faro. Não tenho que reclamar dos hospitais, foram rápidos e eficientes. Antipáticos como tudo para levar a senhora do carro para o hospital na cadeira de rodas, portanto tive que ganhar força de braços e lá vou eu, esperando ter força para a levar sã e salva, sem lhe partir mais nada.
Gesso até ao joelho e nada de apoiar o pé no chão durante 3 semanas. Férias acabadas, portanto. Porque por mais que a casa seja minha, por mais que eu me apetecesse ir para a praia, por mais que eu gostasse de calor, não era capaz da deixar sózinha, parte-se-me o coração vê-la agarrada às canadianas, a fazer tanto esforço para tentar dar uns passinhos, fui incapaz de a largar.
Viemos portanto para cima ontem. E eu, na véspera dela cair, comecei a ter uma dor num pé, tenho o pé todo inchado, acho que este verão vai ser um rol giro de maleitas, vai vai! Humpfttttt
E este ano, esteve realmente um tempo maravilhoso, especialmente para mim, que adoro calor. O termómetro chegou aos 40 e tal graus, o mar estava morno, as noites eram o inferno para quem, como eu, não tem ar condicionado, mas é aquele infernozinho bom (digo eu agora, já voltada ao clima normal do centro do país, cheia de frio, portanto).
Tudo corria bem, até a minha mãe dar um grande malho na rua e partir um pé. Ao principio era apenas uma queda, um joelho esfolado, um pé que doía, mas rapidamente vi que era coisa para hospital. Fui ao local e desse, ao ver-se o pé partido, fui para Faro. Não tenho que reclamar dos hospitais, foram rápidos e eficientes. Antipáticos como tudo para levar a senhora do carro para o hospital na cadeira de rodas, portanto tive que ganhar força de braços e lá vou eu, esperando ter força para a levar sã e salva, sem lhe partir mais nada.
Gesso até ao joelho e nada de apoiar o pé no chão durante 3 semanas. Férias acabadas, portanto. Porque por mais que a casa seja minha, por mais que eu me apetecesse ir para a praia, por mais que eu gostasse de calor, não era capaz da deixar sózinha, parte-se-me o coração vê-la agarrada às canadianas, a fazer tanto esforço para tentar dar uns passinhos, fui incapaz de a largar.
Viemos portanto para cima ontem. E eu, na véspera dela cair, comecei a ter uma dor num pé, tenho o pé todo inchado, acho que este verão vai ser um rol giro de maleitas, vai vai! Humpfttttt
Regresso
Voltei, meus queridos leitores! Confesso que já tinha algumas saudades deste cantinho, ah pois tinha. As férias não foram nada como programado, para dizer a verdade correram mal, apenas um ligeiro bronze, nem para descansar deu...mas depois conto-vos tudo tim-tim-por-tim-tim.
Até!
Até!
sábado, 3 de julho de 2010
Férias
Aos meus 10 ou 15 leitores do coração, um até breve, pois vou de merecidas férias. Sei que ficam bem entregues. Até logo...
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