quarta-feira, 21 de julho de 2010

Power Balance



Eu realmente vejo toda a gente com umas pulseirinhas em silicone e uma bolinha no centro, mas cabeça no ar como sou, pensei que fosse mais uma moda, um amuleto qualquer, todos os anos inventam algo para gastarmos dinheiro. Afinal tudo o que vejo deve ser dos chineses, porque estas são as verdadeiras, foram criadas por um cientista da NASA e servem para equilibrar o campo energético do corpo e assim aumentar a força, o equilíbrio, a flexibilidade e a concentração. C'um camandro, já me estou a ver a subir montanhas sem vertigens, a andar 50 kms sem sequer abrir a boca, a ler 3 livros por dia sem sequer suspirar! Quero uma, já!!

Cântico Negro

Algumas pessoas perguntam de quem é a frase que tenho no cabeçalho do blog. É uma frase dum poema do José Régio, poema esse que adoro, com o qual me identifico muito e que é esta delícia, chamada Cântico Negro

"Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...

A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe

Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...

Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...

Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...

Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí!

terça-feira, 20 de julho de 2010

Por falar em tradição...

Se eu me chamasse Cristiano Ronaldo e tivesse um filho, mesmo que quisesse perpétuar a tradição, mesmo que ganhasse muito dinheiro com isso, mesmo que me dissessem que o mundo ia acabar amanhã, NÃO punha o mesmo nome ao miudo. Há erros que não se devem repetir. Jamais!

A tradição já não é o que era



Lembram-se de que quando alguém partia uma perna, um braço ou coisa que o valha, era o máximo escrever mensagens e rasbiscar o gesso? Quantas vezes eu, criança inconsciente tive ciúmes da partidela de alguém? Algumas. Era tão giro fazer dedicatórias e desenhos malucos no gesso! No da minha mãe, que é a perna até ao joelho, havia imenso espaço para a imaginação,mas népias. Pôem uma rede por cima, e mais uma gase e só se se fizer com canetas de feltro super grossas. E ela não quer, que não, que sendo velhota é ridículo, e mimimimi. Eu nem lhe toco naquilo, mas fico roídinha, pois algures dentro de mim está um Picasso!

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Exigentezinha

Desde que a minha mãe partiu o pé, isto tem sido um descalabro. Como ela é uma simpática e um doce, pensava eu que me podia "relaxar" um bocadinho...Engano!! A toda a hora pede algo, "traz-me isto e traz aquilo", a casa tem que estar arrumada e a brilhar! Não há cá cozinhas que possam ficar desarrumadas, não há cá casas de banho que possam não brilhar, não há cá roupa que possa ficar desarrumada, isto tem que andar perfeito. Mas doem-me as costas, os pés, ando toda rota. E tenho uma TPM do tamanho do mundo. E o tempo está de chuva. E tenho saudades do meu homem, tantas, tantas. Vai daí para me vingar, hoje fui à perfumaria e comprei um miminho para mim, que mereço!

domingo, 18 de julho de 2010

Delírio



Agora é este grande querido o último a despedir-se de mim, antes de dormir. É óptimo e recomendo, escrito magistralmente.

sexta-feira, 16 de julho de 2010



Este foi um dos meninos que me fizeram companhia nas férias. E diverti-me muito com ele, ólarilas!