quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Um adeus...

Dei uma breve passagem pelos blogs de sempre e fiquei a saber que morreu um senhor, que em Lisboa, fazia adeus a toda a gente, para afugentar a solidão, para aquecer o coração dele e das pessoas a quem dizia adeus. Saí de Lisboa há imensos anos, não conheci o senhor, mas imagino que fosse um personagem singular, um homem com história de vida, com amor para dar. E como isso é tão raro hoje em dia, fiquei muito tocada com essa história, que desconhecia. Daqui o meu adeus, para o senhor do adeus.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Caracóis

Hoje andava tudo encasacado, com cachecóis, com gabardinas, só aqui a je andava em corpinho, cheia de calor, a exibir seus caracóis que só vão durar umas horitas, amanhã o cabelo volta ao normal e fica escorrido, mas hoje deram o ar da sua graça!

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Frio

Começar o frio e o mau tempo, para mim, por si só já é um drama. Agora imaginem o que é tudo isso sem ter a ponta dum corno para vestir. As calças do ano passado não me servem. Os casacos de malham ficam a rebentar pelas costuras. Não tenho rigorosamente nada para vestir. E onde moro, nesta pequena cidade que mais parece uma aldeia, há apenas uma loja com roupa gira, mas claro, como é a única, pratica preços exorbitantes. Começa bem este inverno, começa...

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Parabéns Mãe!

Minha mamãe faz hoje anos. Adoro que ela faça anos, pois quer dizer que está junto de mim, comigo, sempre juntinhas. Ofereci-lhe um esquentador novo e um hidratante para o corpo da Roger&Gallet que cheira divinamente. E amanhã prometi que vamos lanchar fora, comemorar. Parabéns mãe que adoro.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Mudança

Há algum tempo que me sentia infeliz. Ora por isto, ora por aquilo, gripe aqui, tosse ali, mãe de pé partido, eu com dores, era assim uma coisa que não matava, mas moía. Mas não era tudo, há algum tempo que não me sentia sinceramente feliz. A minha vida é muito diferente da generalidade das  pessoas, é um facto, mas cheguei à conclusão que não tenhoque ser mais infeliz com isso. Nem sentir-me mal, nem culpada. Até porque, by the way, não tenho culpa absolutamente nenhuma. É assim e pronto, só tenho que aceitar e usar os meios ao meu alcance para viver melhor. E que meios são esses? Principalmente a forma como se encara a vida, como se vive o dia a dia. E o meu, garanto-vos, começava a ser tormentoso.
Já fui estúpidamente feliz, sei qual é a sensação, conheço-lhe os cheiros, as cores, a intensidade e sei que há 20 anos que não me sinto assim, por causa da morte do meu pai. Sei que  nunca mais vou sentir essa felicidade, essa sensação de conforto, de bem estar. Mas também sei que posso tentar, todos os dias, ser um pouco mais feliz. E ter paz. Sei que sou forte como poucas pessoas e devo usar isso a meu favor, em vez de gastar energias a fazer coisas que vão, mais tarde fazer-me sentir mal. Por natureza sou uma pessoa bem disposta, extremamente tolerante, adoro rir, adoro os prazeres da vida, gosto de dinheiro para gastar, de comer bem, de viver numa casa quentinha e bonita,  de ter um carro razoável, de poder mimar quem eu gosto, de ler os livros que me apetecer, de comprar uns trapinhos, umas coisinhas na perfumaria para parecer mais saudável, os meus brincos, os meus colares, as minhas malas, ir ao cinema, comer um sushi, ter umas boas férias, enfim, as coisas corriqueiras que nos fazem a todos felizes. Estar com que gosto, partilhar a amizade, os momentos bons, cantar, dançar… A felicidade não é só isso, nem começa por aí, mas isso faz parte. E eu sentia-me culpada por gostar dessas coisas.
Depois as pessoas, eu gosto de pessoas, em geral, não sou de antipatizar com ninguém só porque sim, mas se por acaso não gosto é porque tenho motivos para não gostar e ponto. Não tenho que fazer favores, e sendo eu tolerante e compreensiva como sou, quando não gosto de alguém é mesmo porque esse alguém está nos antípodas de mim. Tenho amigos homossexuais, pobres, ricos, mais cultos, nemos cultos, mais conhecidos, menos conhecidos, mas todos excelentes pessoas.  Só que  últimamente eu sentia-me culpada, se por acaso não gostava de fulano ou beltrano.
Últimamente eu ria pouco,  preocupava-me com coisas que não posso mudar, logo não vale a pena preocupar-me muito, gritava muito,  pensava em coisas que nada têm a ver com a minha realidade e vivia numa ansiedade pegada, que só me prejudicava.  A minha realidade é esta, quem gostar me mim aceita-me como sou. Tal como eu tenho que aceitar e tentar compreender os outros, as suas vidas, as suas realidades, os seus gostos, as suas opções. Se eu tenho mau feitio? Tenho! Mas compenso com sorrisos e astral lá em cima. Minimizo os problemas, tiro partido da vida, sonho. E asseguro-vos,  a única infelicidade na vida é a falta de saúde, porque o resto, tendo mais ou menos, a gente chega lá, com carinho.



quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Opsss

Pronto, foi tudo sonho, ilusão. Hoje fui vestir umas calças de ganga do ano passado, que por serem mais grossas ainda não tinha vestido depois do verão. Servem-me nas orelhas. Ou se as abotoar com uma pregadeira. Fiquei desiludida, triste. Ora bolas!

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Milagre

Hoje vesti-me de preto dos pés à cabeça e usei assim uma roupinha diferente. Os elogios foram tantos e tão bons que tive alguma dificuldade em despir-me, queria mais. Que estava mais magra, que parecia que tinha 1, 80, que já não tinha barriga, que parecia uma manequim...e eu a babar-me e a sorrir. É que, se perdi, foi apenas 1 kg, estou na mesma, portanto só pode ter sido efeito da cor da roupa. Ou isso, ou estavam todas com uma grande bebedeirazonga!