terça-feira, 4 de maio de 2010
Há coisas que eu não consigo. Imensas. Umas aborrece-me não conseguir fazê-las, outras não. Não consigo ser casada, por exemplo. Casada como uma pessoa normal. Porque eu sou uma pessoa de paixões e emoções, e o casamento para mim é, hoje em dia um mar de contratos e negociações. Ora, eu sou uma pessoa que quer e precisa de mares, mas mares de emoções, sensações, de frios na barriga, de olhares infindos nos teus olhos verdes, de silêncios divididos, de abrires a janela para eu ver se está a fazer sol de manhã, de te acordar quando já dormes porque preciso de ti e do teu corpo. E não preciso disto todos os dias, mas todos os dias preciso de ti. Sou casada contigo, mas gosto de ser amante, mulher-a-alguns dias, porque noutros não me apetece ver se está sol ou chuva, apetece-me só o meu silêncio, dormir e acordar sozinha, sem grandes prazeres, a não ser um livro. Ouvir apenas as vozes que conseguirem entrar na minha cabeça. Acho que me compreendes, ou então tenho a secreta esperança que gostes tanto de mim, que mesmo que não entendas, me faças algumas vontades. E que esperes sempre por mim, que eu fujo, mas garanto-te que volto sempre, para esta paixão, para este este amor.
Para espanto da maioria das mulheres e ao contrário de quase todas elas, eu DETESTO sapatos. Nunca gostei, são coisas que compro por obrigação e no menor número possível, ou seja, limito-me a comprar um par de sapatos ou botas no inicio de cada estação. E óó, é uma aflição e só porque tem que ser. A desculpa de ter os pés muito sensíveis, fazerem-me bolhas e não conseguir usar saltos altos, é apenas uma desculpa, só com um pouquinho de fundamento. É que não gosto mesmo de sapatos, pronto. Bem sei e desde criança oiço a minha mãe dizer isto, podemos ter até uma roupa "pobrezinha", mas estando bem calçadas e bem penteadas tudo corre bem. Pah, mas comigo não resulta. Não acho piada nenhuma a sapatos de salto alto,por exemplo, fazem-me lembrar travestis, não me perguntem porquê, também não sei, mas rio-me sempre que vejo uma mulher toda produzida e com uns grandes saltos. Depois sei que aquilo faz um mal à coluna que não se imagina e pronto, no way. Adoro sabrinas, bailarinas, o que lhe queiram chamar, acho super prático, não aleijam, mas lá está, compro um par que dê com tudo, shame on me! Depois os sapatos em mim duram eternidades, nunca os estrago, é uma chatice. Este ano já tenho dois pares, isto com jeito vai, mas fica sempre um aperto no peito quando gasto dinheiro em coisas que não gosto...Depois vejo as minhas amigas, adoram sapatos, compram pares e pares e sinto-me um bocado parva. Realmente fazem jeito, mesmo que não mudemos sempre a roupa, mudar os sapatos já ajuda muito, mas que fazer? NÃO GOSTO. Depois há o reverso, é que ADORO malas. Podia gostar das duas coisas, mas não, a mania são as malas. Por mim tinha-as todas, de todas as cores, feitios, marcas, desde as baratas às carérrimas. Quando me perguntam que presente me podem dar, respondo logo, uma mala. Pena não poder tê-las todas, mas estamos em crise, não é?
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Fofos, lá porque existe facebook, não quer dizer que queiramos ser amigos de quem realmente não somos. Ou de quem deixámos de ser. Ou de quem não temos interesse nenhum em ser. Estas coisas das redes sociais, às quais não acho graça nenhuma, assumo já, fazem mal à cabeça de certas pessoas, é o que vos digo. Vá, acho alguma piada encontrar colegas da faculdade que não vejo há 20 anos. Porque foram tempos giros, porque éramos amigos, porque íamos para os copos juntos e de quem tenho saudades. Mas fica por aí...não tenho a menor vontade, nem quero ter no meu facebook a amizade dum ex marido sem escrúpulos, daquele tio que me deixou de falar aquando das partilhas, daquela amiga que passava a vida a dizer mal de mim nas minhas costas ou do namorado que acabou tudo comigo por telemóvel. É que essas pessoas deixaram de fazer parte da minha vida há séculos, pensando bem, nunca fizeram, e não é agora que vem uma rede social e pimbas, fica tudo bem e somos todos muito amiguinhos e vamos coscuvilhar a vida uns dos outros e deixar mensagens simpáticas e beijinhos patéticos e unirmo-nos por causas comuns nas páginas uns dos outros. Sejamos coerentes, meus amigos. A decência e o bom senso são predicados aos quais devemos dar valor e são apreciados cá pela Je. E muito.
domingo, 2 de maio de 2010
Hoje foi um óptimo dia, até certo ponto...pronto, digamos que estamos em suspense, somos não somos, ganhamos não ganhamos, vamos comê-los ou não, ficámos ali no limbo ,é para a semana, ou não...claro que é, que vai ser!
Fui com o meu homem fazer compras, entrei na Zara e até gostei de algumas coisas, lá está, no meio de tanta bagunça e coisas que não interessam, encontram-se peças muito giras. Até o meu homem mercou, coisa rara nele. E foi um gostoso dia da mãe, o sol brilhou, a família juntou-se, comeu e riu. É disto que a vida é feita, afinal.
Fui com o meu homem fazer compras, entrei na Zara e até gostei de algumas coisas, lá está, no meio de tanta bagunça e coisas que não interessam, encontram-se peças muito giras. Até o meu homem mercou, coisa rara nele. E foi um gostoso dia da mãe, o sol brilhou, a família juntou-se, comeu e riu. É disto que a vida é feita, afinal.
sábado, 1 de maio de 2010
Aveiro
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Como pôr o Sócrates a andar #1
Inicia-se hoje uma rubricazinha aqui no blog. Até pode ser transformada em concurso, se a coisa pegar. E o prémio, meu Deus, irá ser bom! Portanto todas as sextas feiras, vamos dar ideias de como pôr o sr primeiro ministro a andar, do Governo, do país, quem sabe se do planeta. Uauau, não é? Pois. Mas não pode ser com um simples tiro, atentado, queda de avião, nada disso. Vamos ser criativos boa? Fazê-lo sofrer quase tanto como ele nos faz a nós, sei que é quase impossível, mas vamos daí tentar, 'tá?
A primeira ideia veio ontem do meu homem, é um bocado rebuscada, foi apenas testada em moscas, mas diz que é giro. Espeta-se a pessoa, neste caso o sr. primeiro (vénia) num cacto, neste caso dos grandes e com os picos gigantes, fica ali todo aberto, de olhos esbugalhados, ao sol. Depois com uma lupa gigante, faz-se o ponto de convergência entre a lupa e o sol, e oh, é vê-lo a esturricar, lentamente, cheirinho a queimado, o sol está quente, ainda vamos ter TGV, ainda? pense bem sr. primeiro.
E pronto, depois é deixá-lo estar ali uma semana.
Conto imenso com as vossas sugestões, está certinho? Vamos dar um fim condigno ao nosso Primeiro.
A primeira ideia veio ontem do meu homem, é um bocado rebuscada, foi apenas testada em moscas, mas diz que é giro. Espeta-se a pessoa, neste caso o sr. primeiro (vénia) num cacto, neste caso dos grandes e com os picos gigantes, fica ali todo aberto, de olhos esbugalhados, ao sol. Depois com uma lupa gigante, faz-se o ponto de convergência entre a lupa e o sol, e oh, é vê-lo a esturricar, lentamente, cheirinho a queimado, o sol está quente, ainda vamos ter TGV, ainda? pense bem sr. primeiro.
E pronto, depois é deixá-lo estar ali uma semana.
Conto imenso com as vossas sugestões, está certinho? Vamos dar um fim condigno ao nosso Primeiro.
quarta-feira, 28 de abril de 2010
E porque não?
Uma pessoa queixa-se da vida, dos amores, da falta de dinheiro, que isto e mais aquilo, que assim e assado, e que tal dar uma volta à coisa e parar com as lamúrias? Por muito que custe, às vezes as coisas acabam, mudam, desnorteiam e temos que encontrar de novo o rumo certo, o ritmo, a sensação de harmonia. 'Bora nessa? 'Bora!
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