quinta-feira, 6 de maio de 2010



Já é raro, mas ainda oiço dizer que o dinheiro não dá felicidade, haja saúdinha, trabalho e amor e o resto a gente vai levando. Mas esta gente está boa da cabeça?! É clarissimo, cristalino até, que o dinheiro dá montes, resmas, toneladas de felicidade. É que sem ele, nada a fazer. Não há saúde que nos valha, se não tivermos dinheiro para viver as coisas boas da vida. Mas a vida tem coisas boas, que não precisamos pagar, dizem vocês, ah pois tem, o oxigénio que respiramos, se bem que está tudo poluído, os passarinhos a cantar na primavera, wrong, eles andam desorientados, tipo fins de Janeiro já andam por aí, o sol, ok ok, mas o sol faz um mal terrivel à pele e depois temos que gastar DINHEIRO em cremes, o amor, sim senhora, o amor é lindo, mas isso do amor e uma cabana é uma lenda das manhosas, a música, sim sim, mas...erm..os livros, que custam DINHEIRO...Pois é meus amigos, sem dinheiro, nada se faz. A gente diz que sim, que pronto, vive-se bem (o tanas!), que há coisinhas mais importantes, e há, mas mesmo com elas, o dinheiro faz uma falta desgraçada. É a casa, é o conforto, são as roupas, as malas, os cremes, as maquilhagens,os relógios, os brincos e anéis, a comidinha, o colégio dos meninos, o sushi e o champanhe, são as férias, as escapadinhas, o natal e a páscoa, é o carro e o gasóleo, aquelas viagens maravilhosas com que sempre sonhámos, o dia da mãe e o do pai e da criança, é o perfume, o shampôo, são as consultas médicas, os óculos, as operações, os medicamentos, são as flores, até mesmo os amores-perfeitos se compram. É tudo. Tudinho. Mas pior do que não ter dinheiro, mais triste ainda, é tê-lo e não o gastar, é não viver a vida, é ir desta para melhor e não se terem tido os prazeres que o dito cujo dá. Nem que seja comer um prato de caracóis, regados com uma bela cerveja (buaccccc), à conversa com os amigos, sem pensar nos problemas da vida. Isso sim, meus queridos, é um luxo dos bons!

quarta-feira, 5 de maio de 2010



Hoje ando assim. E ando bem.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Há coisas que eu não consigo. Imensas. Umas aborrece-me não conseguir fazê-las, outras não. Não consigo ser casada, por exemplo. Casada como uma pessoa normal. Porque eu sou uma pessoa de paixões e emoções, e o casamento para mim é, hoje em dia um mar de contratos e negociações. Ora, eu sou uma pessoa que quer e precisa de mares, mas mares de emoções, sensações, de frios na barriga, de olhares infindos nos teus olhos verdes, de silêncios divididos, de abrires a janela para eu ver se está a fazer sol de manhã, de te acordar quando já dormes porque preciso de ti e do teu corpo. E não preciso disto todos os dias, mas todos os dias preciso de ti. Sou casada contigo, mas gosto de ser amante, mulher-a-alguns dias, porque noutros não me apetece ver se está sol ou chuva, apetece-me só o meu silêncio, dormir e acordar sozinha, sem grandes prazeres, a não ser um livro. Ouvir apenas as vozes que conseguirem entrar na minha cabeça. Acho que me compreendes, ou então tenho a secreta esperança que gostes tanto de mim, que mesmo que não entendas, me faças algumas vontades. E que esperes sempre por mim, que eu fujo, mas garanto-te que volto sempre, para esta paixão, para este este amor.
Para espanto da maioria das mulheres e ao contrário de quase todas elas, eu DETESTO sapatos. Nunca gostei, são coisas que compro por obrigação e no menor número possível, ou seja, limito-me a comprar um par de sapatos ou botas no inicio de cada estação. E óó, é uma aflição e só porque tem que ser. A desculpa de ter os pés muito sensíveis, fazerem-me bolhas e não conseguir usar saltos altos, é apenas uma desculpa, só com um pouquinho de fundamento. É que não gosto mesmo de sapatos, pronto. Bem sei e desde criança oiço a minha mãe dizer isto, podemos ter até uma roupa "pobrezinha", mas estando bem calçadas e bem penteadas tudo corre bem. Pah, mas comigo não resulta. Não acho piada nenhuma a sapatos de salto alto,por exemplo, fazem-me lembrar travestis, não me perguntem porquê, também não sei, mas rio-me sempre que vejo uma mulher toda produzida e com uns grandes saltos. Depois sei que aquilo faz um mal à coluna que não se imagina e pronto, no way. Adoro sabrinas, bailarinas, o que lhe queiram chamar, acho super prático, não aleijam, mas lá está, compro um par que dê com tudo, shame on me! Depois os sapatos em mim duram eternidades, nunca os estrago, é uma chatice. Este ano já tenho dois pares, isto com jeito vai, mas fica sempre um aperto no peito quando gasto dinheiro em coisas que não gosto...Depois vejo as minhas amigas, adoram sapatos, compram pares e pares e sinto-me um bocado parva. Realmente fazem jeito, mesmo que não mudemos sempre a roupa, mudar os sapatos já ajuda muito, mas que fazer? NÃO GOSTO. Depois há o reverso, é que ADORO malas. Podia gostar das duas coisas, mas não, a mania são as malas. Por mim tinha-as todas, de todas as cores, feitios, marcas, desde as baratas às carérrimas. Quando me perguntam que presente me podem dar, respondo logo, uma mala. Pena não poder tê-las todas, mas estamos em crise, não é?

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Facebook

Fofos, lá porque existe facebook, não quer dizer que queiramos ser amigos de quem realmente não somos. Ou de quem deixámos de ser. Ou de quem não temos interesse nenhum em ser. Estas coisas das redes sociais, às quais não acho graça nenhuma, assumo já, fazem mal à cabeça de certas pessoas, é o que vos digo. Vá, acho alguma piada encontrar colegas da faculdade que não vejo há 20 anos. Porque foram tempos giros, porque éramos amigos, porque íamos para os copos juntos e de quem tenho saudades. Mas fica por aí...não tenho a menor vontade, nem quero ter no meu facebook a amizade dum ex marido sem escrúpulos, daquele tio que me deixou de falar aquando das partilhas, daquela amiga que passava a vida a dizer mal de mim nas minhas costas ou do namorado que acabou tudo comigo por telemóvel. É que essas pessoas deixaram de fazer parte da minha vida há séculos, pensando bem, nunca fizeram, e não é agora que vem uma rede social e pimbas, fica tudo bem e somos todos muito amiguinhos e vamos coscuvilhar a vida uns dos outros e deixar mensagens simpáticas e beijinhos patéticos e unirmo-nos por causas comuns nas páginas uns dos outros. Sejamos coerentes, meus amigos. A decência e o bom senso são predicados aos quais devemos dar valor e são apreciados cá pela Je. E muito.

domingo, 2 de maio de 2010

Hoje foi um óptimo dia, até certo ponto...pronto, digamos que estamos em suspense, somos não somos, ganhamos não ganhamos, vamos comê-los ou não, ficámos ali no limbo ,é para a semana, ou não...claro que é, que vai ser!
Fui com o meu homem fazer compras, entrei na Zara e até gostei de algumas coisas, lá está, no meio de tanta bagunça e coisas que não interessam, encontram-se peças muito giras. Até o meu homem mercou, coisa rara nele. E foi um gostoso dia da mãe, o sol brilhou, a família juntou-se, comeu e riu. É disto que a vida é feita, afinal.

sábado, 1 de maio de 2010

Aveiro



Vim passar o fim de semana a casa. Aveiro continua linda e doce, para o dia da mãe. Espero namorar tantinho, arejar a cabeça e ser feliz.